terça-feira, 25 de outubro de 2022

Bolsonaro lidera pesquisa Brasmarket com 53,3% dos votos válidos



O presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto, segundo a pesquisa Brasmarket divulgada ontem. Considerando os votos válidos, Bolsonaro tem 53,3% dos votos, enquanto Lula aparece com 46,7%.

A pesquisa foi encomendada por iniciativa da própria empresa, que ouviu 2.400 pessoas de 529 municípios do país, entre 19 e 23 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, sendo o nível de confiança de 95%.

Se considerados também os votos não válidos, Bolsonaro tem 47,7%, enquanto Lula tem 41,8%. Vão votar nulo ou em branco 5,2% dos eleitores, enquanto que 2,9% do público entrevistado não sabem ou não responderam em quem irão votar; e 2,5% disseram que não comparecerão para votar.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08487/2022.

Trégua no relho



Até a campanha eleitoral municipal de 2020, ele era o Alemão do Lotpop, presença constante nos noticiários televisivos locais, onde apresentava-se como líder comunitário e apoiador da cultura hip-hop. Além disso, como candidato a prefeito de Nova Santa Rita pelo extinto Democratas (DEM), manifestava sua indignação com a então administração petista de Margarete Ferretti através de um relho que carregava consigo. Era comum vê-lo na entrada da cidade, junto ao monumento a Santa Rita, dando relhadas no chão e vociferando críticas ao PT.

Hoje, ele não é mais o Alemão, mas, sim, o Pastor Jeferson Siqueira. O hip-hop e o relho deram trégua e, ao que tudo indica, até mesmo as críticas ao PT. Até mesmo o Loteamento Popular não é mais o seu lar desde o final de 2020, quando passou a morar num sítio no interior do município. Prova de toda essa mudança foi o encontro ocorrido ontem com o prefeito Rodrigo Battistella (PT), onde a conversa foi estabelecida em tom pacífico, selado com um caloroso abraço. À noite, Pastor Jeferson marcou presença na Live Suprapartidária promovida pelos partidos que compõem a base do governo municipal. Aguardamos as cenas dos próximos capítulos dessa mais nova união da política local...

Direita de Nova Santa Rita alinhada com Bolsonaro e Onyx



Até certo tempo atrás, se alguém comentasse em uma união dos partidos de "direita" de Nova Santa Rita ouviria como resposta de que isso é impossível acontecer. Desde o primeiro turno das eleições deste ano, o cenário mudou. Lideranças políticas locais, como Marcelino Muzykant (PP), Marne Souza (PL), Alex Ávila (PTB), Eliel Alves (PRTB), Silvio Almeida (PP), Gugu da Farmácia (REP) e Alexandre Blanco (REP) vêm se reunindo, junto a outras lideranças partidárias, em prol das candidaturas de Onyx Lorenzoni (PL) ao governo do Estado e Jair Bolsonaro (PL) à presidência da República.

Apesar de o foco das conversas ser a eleição geral deste ano, é inevitável que, em meio às tratativas, venha à tona a política local, com a ideia de que é imprescindível de que as siglas estejam unidas para uma candidatura única de oposição ao atual prefeito Rodrigo Battistella (PT). Os primeiros passos dessas tratativas estão sendo positivos, porém sempre é necessário reforçar que a humildade e o pensamento de que "não existe o melhor" ou "a única opção" deve prevalecer nesse diálogo.





segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Baile dos professores ou comício? - II - A repercussão


No vídeo, a professora Gorete Freitas responde às provocações originadas pelo prefeito e um grupo de simpatizantes que o acompanhava. A resposta da professora desencadeou uma grande confusão no Baile dos Professores.


Em menos de uma hora e meia da publicação sobre o ocorrido no Baile dos Professores, realizado na última sexta-feira, 21/10, uma série de mensagens chegaram até o autor deste blog contestando o que foi relatado sobre a atitude do prefeito Rodrigo Battistella (PT). Segundo as diversas fontes, presentes no Baile dos Professores, o prefeito não teve nenhum comportamento apaziguador, ao contrário do que foi publicado. Ele, inclusive, estava junto à turma de militantes que provocou a professora Gorete e participou do "coro" que gritava "fora, Bolsonaro" e fazia os gestos de "L" assim que a educadora subiu ao palco.

Após a confusão estabelecida entre a professora, músicos da banda, o prefeito e seus militantes, Gorete saiu do palco e, imediatamente, foi confrontada pelo prefeito que afirmou que ela havia acabado com a festa e que a manifestação dele e do grupo que o acompanhava era "a voz da maioria" que ali estava. A professora, por sua vez, disse que, ainda que ela fosse a única a ter opinião contrária, ela sentia-se no direito, mesmo assim, de expressar a sua opinião, democraticamente, pois foi provocada pelo prefeito e seus "escudeiros".

Segundo as fontes, o prefeito tentou coagir Gorete a deixar o Centro de Eventos, mas a professora respondeu que não deixaria o espaço. Enquanto isso, o grupo de apoio ao prefeito protagonizava "um show à parte" no palco, discutindo com os músicos da The Best Groove ao ponto de precisarem ser contidos para que não houvesse agressões físicas.

O mais triste disso tudo é saber que pessoas assim, de comportamento intolerante, estão à frente das decisões estratégicas e importantes do município.

Em sabatina da TV Record, Bolsonaro garante aumento real ao salário mínimo

O presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) foi entrevistado, ontem à noite, por jornalistas da TV Record sobre diversos temas de sua campanha eleitoral. Dentre os assuntos tratados, Bolsonaro garantiu que será possível viabilizar um aumento do salário mínimo acima da inflação para os próximos anos.

O candidato oponente a Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado para comparecer ao encontro, que, inicialmente, seria um debate, mas não marcou presença. Pelas regras estabelecidas pela TV Record com a Justiça Eleitoral, caso um dos candidatos não comparecesse, seria feita uma rodada de entrevista com o candidato presente.

Além da promessa de aumento real ao salário mínimo, Bolsonaro lembrou que seu governo destinou mais de R$ 68 milhões em auxílios emergenciais ao longo da pandemia, o que garantiu segurança econômica para o país. Questionado sobre o Orçamento Secreto, Bolsonaro afirmou que ao menos 13 parlamentares do PT utilizaram do mesmo para destinar verbas para seus nichos eleitorais. "Essa proposta foi votada, eu vetei, mas o Congresso derrubou o meu veto. O que temos que fazer é ir atrás desses parlamentares que mandaram recursos para os estados e municípios, e fazer com que eles sejam expostos", defendeu.

Em outro momento da entrevista, Bolsonaro pediu desculpas por exagerar nos palavrões e na maneira rude de se comunicar, mas destacou que não é "ladrão". "Tem gente que diz que não vota em mim porque sou grosso e falo palavrão. Eu falo palavrão, mas não sou ladrão. Dou o melhor de mim. Me desculpo. Estou fazendo o melhor de mim. Muita gente se preocupa com o que eu falo e não com o que eu faço", argumentou.

Sobre a reforma agrária, o candidato do PL disse que as invasões de terras promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) diminuíram no Brasil por causa de ações de regularização fundiária nos últimos quatro anos. "Nós tiramos a força do MST pegando assentados e dando títulos das terras. Já demos 420 mil títulos, que é o registro para esse pessoal que não tinha (título). Nós demos dignidade para os assentados, que passaram a ser cidadãos e a integrar de verdade a agricultura familiar", destacou. Bolsonaro frisou ainda que 80% dos títulos concedidos foram direcionados às mulheres.

Outro ponto assumido pelo candidato à reeleição foi a ampliação do projeto de escolas cívico-militares, bem como ampliar os investimentos na Educação Básica.

"Super poderes" sob julgamento


O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, nesta terça-feira, 25/10, a resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que aumentou os poderes da Corte e acelerou a remoção de notícias falsas nas redes sociais nas eleições.

A análise está sob pauta da presidente do STF, ministra Rosa Weber, em resposta à ação protocolada pela Procuradoria-Geral da República, que pediu a suspensão da resolução.

Baile dos professores ou comício?


O Baile dos Professores, realizado na última sexta-feira, 24/10, que era para ser um momento especial de confraternização e comemoração entre os profissionais da Educação, virou um constrangedor embate político protagonizados por alguns docentes ocupantes de funções gratificadas e chefias no Executivo Municipal, bem como pelos seus(suas) respectivos(as) maridos/esposas. Ocorrido no Centro de Eventos do Parque Olmiro Brandão, em ação promovida pelo Conselho de Pais e Mestres, com o apoio da Prefeitura de Nova Santa Rita, o evento foi amplamente divulgado entre o magistério público municipal, com direito a convites personalizados enviados diretamente para o WhatsApp de cada professor(a). Até mesmo os docentes aposentados foram convidados a prestigiar a atividade.

A professora Gorete Freitas, que também é cantora, ao subir ao palco para uma participação especial junto aos músicos da The Best Groove, animadores do evento, passou a ser provocada por um grupo de participantes ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), que, insistentemente, faziam para a professora o gesto do "L" com as mãos, indicativo característico ao candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva. Gorete sempre deixou claro em suas redes sociais seu posicionamento pessoal em favor do candidato oponente a Lula, Jair Bolsonaro (PL). Dessa forma, os gestos direcionados à professora durante sua performance no palco, caracterizaram claramente uma provocação em virtude do posicionamento da profissional.

A professora, que não tinha emitido nenhuma manifestação de cunho político-partidário, ao ser provocada pelo militantes do PT, manifestou, ao final da apresentação, pedido de voto ao "22", número que o candidato Bolsonaro concorre. A partir daí o caos foi instaurado. Os militantes do PT iniciaram um tumulto, com direito a dedos apontados, ânimos exaltados e xingamentos à professora. Até mesmo os músicos da The Best Groove tiveram de intervir, ameaçando encerrar o baile.

A confusão só amenizou quando o prefeito Rodrigo Battistella (PT) subiu ao palco e pediu calma, reforçando a importância de que o direito democrático de escolha de cada um fosse respeitado. A situação provocada por alguns militantes do PT gerou repúdio de muitos educadores que lá estavam, que acabaram se retirando da festa, uma vez que estavam lá para confraternizar e se divertir e não para fazer política.


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